UTOPIA
domingo, 31 de março de 2013
Minha gratidão
Eu queria oferecer ao primeiro que aparecesse,
ao primeiro que viesse me dar um olá
Eu daria todas minhas angustias
e todo esse sentimento estranho
Essa dúvida, essa raiva, essa vontade, essa saudade
E mais forte eu pedalava para fugir
desse momento que vinha logo atras, que aconteceu
Apenas entrando no mar, pedindo aconchego à Iemanja
por um breve momento queria visitar as terras de Aiocá
assim como o destino dos marinheiros do Mar Morto
Acabei renascendo
agora vivo uma tranquilidade que eu queria apreciar
apenas quero compartilhar
Quero oferecer assim que ela aparecer
esse amor todo que jaz dentro de mim
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Santos poetas
É tão fácil escrever um poema; é apenas a seleção de palavra por palavra para que se possa expressar o sentimento que vem assolando sua cabecinha por um bom tempo, é expressar aquela negação que se teve ou então descrever a formosidade daquela moçoila que passou por você e lhe deu um sorriso de canto de boca. Saibamos que cada palavra carrega o que se quer dizer, é uma forte carga simbólica o significado de cada uma, dependendo de qual for escolhida pode-se transpor ódio ou alegria, prazer ou tédio, paz ou guerra, tem-se a responsabilidade de mostrar ao mundo o que se passou naquele tal momento de lucidez, ou embriaguez. Uma vez tentei descrever uma menina, comecei pela palavra bonita, paro por aqui: "bo-ni-ta", não soa tão elegante, é uma palavra travada com silabas fortes que mostram uma robustez que eu não queria que fosse passado, não é suave; pensei, por que não: bela. Sim, "bela", soa como um maravilhoso pôr-do-sol com todas as cores que se tem direito, o laranja, o azul, o amarelo, uma leve pincelada de violeta; "bela" transcorria pelo corpo daquela moçoila com tanta facilidade como a água da cachoeira de uma gruta, como o vento dos céus que percorre todas suas curvas. Foi a palavra perfeita. E nesse ponto que os poetas chegam, no auge dos seus sentimentos, com uma aureola, tornam-se santos.
Fernando Rebelo
Fernando Rebelo
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Meiga formosidade
A seriedade, serena
da mais loura menina da praia
Sua imponente imagem, austeridade
faz atentar quando dá um passo à frente
Segue seu rumo, passarelando pelo caminho de costume
...atiça a atenção
Até que abre seu mais esplendoroso sorriso
Por um instante, o tempo respira fundo
Os planos ficam nebulosos
e o foco destaca
Sua seriedade ebuli em uma harmonia desconhecida
Harmonia meio confusa, mas serena, convincente
Bela, exuberante
Bela, exuberante
Agrada meu lado mais exigente
Uma seriedade serena que exalta sua formosidade
A mais meiga menina
em um mundo tão rude
em um mundo tão rude
[Fernando Rebelo
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Fez-se um abismo
Ao costume de esvair o encarar
não aguento mais
Não aguento amargar, amargor
O amargo do não olhar, do ousar
O ousar de pensar em quantizar
não qualitar, seria mais produtivo, qualiter.
Não a ter, fez-se um abismo
Faz-se o doer, saudade; o som
Todas vibrações ressonam
ver-te-ei, ressonar, ainda vibro
ainda vejo as cores, vê a magia
a harmonia, os bons costumes
o bom costume
que agora esvai ao encarar.
Fernando Rebelo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Chute-o
É, meu caro.
A vida continuou.
Fiquei preso por amarguras
As ânsias ainda me prendem e
a esperança não se esvai
É, amigo.
A vida continuou
O cigarro caiu e
você não chutou
Fernando Rebelo
A vida continuou.
Fiquei preso por amarguras
As ânsias ainda me prendem e
a esperança não se esvai
É, amigo.
A vida continuou
O cigarro caiu e
você não chutou
Fernando Rebelo
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
sábado, 17 de dezembro de 2011
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