terça-feira, 26 de outubro de 2010

A alma da música

Poema, simples, mas um poema.

por Fernando Rebelo
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A alma da música


Não se encontra mais a venustidade anciã
As disimadas lembranças dos velhos tempos
Abrangidas no cume da escuridão
E ignoradas, sendo devoradas brandamente


Quando volta a minha anamnese
Tento redescobrir, sentir o tesão
de pôr minh'alma no túnel audivel
e voltar apenas para o jantar


Não receeis vós sem ao menos provar
Essa essência que lubrifica a engrenagem dos tímpanos
Essa poesia em poemas que se funde no ar


Apenas escutai a frequência remansada
A qual vibra harmoniosamente no éter
e que nunca mais será a mesma.

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