poema
por Fernando Rebelo
A procura por essa liberdade-
essa que me ofereceu abrigo quando necessitava,
quando era menospresado nas tribos
por minha conduta- julgava muitos
Agora vejo caveiras e armadilhas que são postas
em meios e longos caminhos na espera de um desiludido;
espero não ser taxado disso.
Revelo-me como um sonhador, admiro em ti estes desvaneios
repartindo supersticiosas pedras arroxadas que caem do seu bolso,
sobrepondo os farelos que João e Maria deixaram ao enganarem a ordem
contraponho certos dogmas que foram empregnados ao meu estilo possessivo,
da necessidade de querer as estrelas, de querer dominar o amor
que fugia igual a uma donairada odalisca dos seus olhos em minha direção;
meu eu necessitava dessa força. Ele necessita.
Tal fome nunca foi saciada
esse anseio vem cada vez com mais força,
abrindo portas para o surreal nunca abertas antes, nem pelos mais fortes
Isso me consome.
Anseio aprender a sobreviver apenas com a magia do seu amor,
não visando mais nada, apenas sentir a mútua presença.
A liberdade eu deixo de lado. Prenda-me, odalisca do amor!

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