sábado, 22 de agosto de 2009

O ÚLTIMO POEMA

Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [ e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [ diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [ explicação.

(MANUEL BANDEIRA, 'Libertinagem')








sem mais

Nenhum comentário:

Postar um comentário